quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Temos que sair e procurar

 Vocês conhecem a Macá? Não!!!!!  É a moça da Agenda Ilustrada. Ela foi quem me incentivou  a ter um blog, sempre dizia: Você vai gostar de brincar disso! E não é que gostei!  Todo post ela diz:  hiiii,  mais um pra minha lista ou esse só você conhece,  rs... Mas como ela é danada achou um que eu não conhecia e agora sou eu quem diz: Mais um pra minha lista!

“Você diz que eu fui sua grande incentivadora, e eu fico feliz com isso, afinal você veio com a sua maneira gostosa e clara de fazer uma resenha, e com isso quem saiu ganhando fomos nós, blogueiras e blogueiros.
Quem deve estar gostando muito também da sua presença na blogosfera, são as livrarias, as editoras e mais ainda os sebos, porque um livro que nem passava pela cabeça de alguém em ler, você vira tudo e faz com que fiquemos com o maior interesse. E aí, fazer o quê?
Temos que sair e procurar. É ou não é bom isso?
O livro que eu vou falar não é o livro que mais gostei, mas foi o último que li.
É um livro de 545 páginas, mas que eu só não terminei antes por pura falta de tempo, porque a vontade era ter lido em dois ou três dias. Embora fale de tempos e seres que eu nem consigo imaginar a época, é uma leitura gostosa e envolvente.
Se não leu e se interessar está aqui ok?”
beijos
Macá
A Pedra da Benção, Barbara Wood

A Pedra da Benção - na verdade um meteorito na forma de uma reluzente pedra azul - se formou a incontáveis anos luz da Terra, do outro lado das estrelas há três milhões de anos atrás após uma explosão cataclísmica de proporções estrelares.
O primeiro “ser” a pegá-la na mão foi Mulher Alta há 100 mil anos atrás. Ela foi assim chamada porque era a mais alta da Família. Esses humanos da época viviam por impulsos, instintos e intuições animais. Poucos deles nutriam pensamentos. E como não pensavam, não faziam perguntas e, portanto, não tinham necessidade de vir com respostas. O mundo era feito somente do que eles podiam ver, ouvir, cheirar, tocar e provar. Nada era oculto ou desconhecido.
A Família era constituída de seres como Caolho, que ganhou esse nome porque perdeu a vista direita no dia que tentou enxotar um bando de abutres; Descobridora de Mel ganhou o nome no dia em que encontrou uma colmeia e a Família teve o gosto doce depois de mais de um ano. Tinha Caroço, que ao cair de uma árvore onde subiu para escapar de um leopardo, ganhou um belo galo na cabeça; e outros como Leão, Velha-mãe, Faminto, Escorpião, Ventas, Espinho, etc.
Nessa época a Pedra tornou-se símbolo da gravidez e do poder feminino. A próxima pessoa a usar a pedra como amuleto foi Laliari há 35 mil anos atrás. Ela vivia num grupo em que as pessoas tinham medo de mulheres sem filhos porque as consideravam possuídas por um espírito maligno. Se não, como explicar por que a lua não as favorecia com bebês?
Era assim que viam. “Durante a menstruação as mulheres precisam de proteção contra espíritos malignos e fantasmas infelizes que estavam sempre esperando por uma chance de se apossar de um ser humano vivo. Esta era a época de magia poderosa, quando se decidia se a nova vida começaria no corpo de uma mulher. Ela olharia para a lua e a fase lunar sinalizaria a sua hora de se apartar dos demais e observar os sinais: se o fluxo lunar viesse, não haveria criança nela, mas se ele não aparecesse, ela estaria grávida.”
No Vale do Rio Jordão há 10.000 anos, Avram pensava que, em toda sua vida, nunca estivera tão apaixonado e ao mesmo tempo tão infeliz. Estava com 16 anos e, Marit a garota por quem se apaixonara, com 14. Só que nessa época já existia rixa entre famílias, e entre as deles há mais de dois séculos.  Ele era da família que integrava a Casa de Thalita e tinham um vinhedo enquanto que Marit era da Casa de Serophia que tinham um campo de cevada. Com medo ele achava que se alguém soubesse desse amor, ele seria humilhado publicamente, amaldiçoado, surrado, confinado à míngua e talvez até mesmo castrado. Mesmo imaginando toda a punição, não conseguia parar de pensar nas palavras de seu “abba” (seria pai, mas eles ainda não faziam ligação entre o contato físico e o nascimento, pois quem gerava era a lua): “A vida é dura, companheiro. É uma labuta diária preenchida com dor e sofrimento. Assim, na sua sabedoria a Deusa nos concedeu o dom do prazer para compensar toda essa infelicidade. Ela o fez para que homens e mulheres possam se dar prazer, a fim de fazê-los esquecer de sua infelicidade. Portanto, quando o desejo cair sobre você, extraia seu prazer onde puder, pois é isso que deseja a Mãe de todos nós”.
E assim, dos habitantes da pré-história ao antigo Israel, da Roma dos Césares à Inglaterra medieval, da Alemanha de Carlos V e Martinho Lutero aos mares do Caribe, das trilhas do Oregon e da Califórnia do oeste americano do século XIX aos dias de hoje, o caminho da pedra e o da história do mundo encontram-se ligados pela misteriosa magia do cristal.
Entrelaçando o passado e o presente com uma habilidade surpreendente, a autora nos conduz numa viagem épica que atravessa cinco continentes, narrando às aventuras de personagens que, ao entrar em contato com a pedra, aprenderam como superar as adversidades, enfrentar os desafios e transformar suas vidas.
SOBRE A AUTORA
Barbara Wood (1947 -     ) -  nascida em Warrington, na Inglaterra, imigrou ainda criança para os Estados Unidos junto com seus pais e irmãos. Vive hoje em Riverside na Califórnia. Escreveu dezoito romances, todos eles best sellers internacionais. No Brasil publicou  A Pedra da Benção,  A profetisa  e  Solo Sagrado  pela editora Nova Era.

17 comentários:

Pandora disse...

Sabe que muita coisa nesse romance me lembrou Marion Zaimen Bradley, essa coisa de contar a história a partir de uma mulher, de falar da força da Lua e tudo mais!!! Deu muita vontade de me aventurar por essas linhas... Um dia desses quando o volume de leituras obrigatórias baixar eu já sei pra onde vou!!!

Parabéns Macá por trazer a Jussara para a blogosfera!!!

Celina Dutra disse...

Só "FERAS"!!!
Macá, muito do que você contou do livro a gente também encontra nas crenças dos ancestrais dos angolanos e algumas perduram, caso das mulheres que não podem ter filhos. Mas esse é um dos livros que incluí na listinha. Convincente, você! Obrigada por ter trazido a Jussara para perto da gente.
Jussara, parabéns por apresentar mais uma "FERA"!

Girassóis nos dias das duas.
Beijos

Beth/Lilás disse...

A Macá lhe deu uma valiosa dica, pois os blogs e blogar é algo muito agradável e acima de tudo, viciante.
Interessante a resenha que fizestes, parece mesmo legal o livro.
bjs cariocas

Luana disse...

Que livro intrigante! Mais um pra lista...

Luci Cardinelli disse...

Duas fofas, vcs!! E o livro já está indo prá minha lista :)

beijos e ótimo final de semana!!

Lufe disse...

Quer dizer que a Macá é a responsavel por traze-la até nós? Que presente ela nos deu!
Que resenha gostosa e estimulante. Ela descreveu o livro de uma forma que nos instiga a le-lo.
É um tema interessante que nos leva através do tempo estimulando a imaginação do leitor.

Como é comum por aqui: Mais um pra lista.....rsrsrs

bjos

Regina Rozenbaum disse...

Dá-lhe Macá...e então é ela a responsável (eternamente)por esse presente na blogo. Eu, como os outros, agradeço!
Beijuuss, Ju, n.a.

Macá disse...

Ju
E você nem me avisou que ia postar hoje.
Mas também nem precisava né, afinal todo dia eu venho passear aqui.
Ah! quer dizer que te peguei é? Então existe um livro que você não leu? rsrsrsrsrsrs
Pelos comentários acima, vejo que todo mundo gostou por você fazer parte desse mundo bloguístico. E também não era pra menos, cultura é sempre muito bom.
beijo grande e obrigada pelo carinho

Glorinha L de Lion disse...

Que bacana hj ser a Macá a falar de livros! Interessante a resenha desse livro, me lembrou muito As memórias do Livro, sobre a Hagadá de Sarajevo, de Geraldine Brooks. E que legal que foi a Macá quem te impulsionou a fazer um blog, Ju! Graças a ela, temos suas maravilhosas dicas de livros! Parabéns às duas queridas! beijos,

Fatima Valeria disse...

Nossa! Que livro é esse??? Será que terei que dizer a frase: Vou ter que ler!!!! Bjs

Irene Moreira disse...

Mais um post maravilhoso e agora com a querida Macá.
Sou ainda uma novata neste mundo, mas já aprendi muito com a blogosfera.
Haja tempo para a leitura e lá vai mais um para a lista. (claro que vou ser mais uma a usar essa frase quandopassar por aqui).
Parabéns as duas !!!!
Beijos e bom final de semana

Anônimo disse...

Quero Ler!

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida
Legal ter uma cunhada amiga assim!!
Vamos lendo e crescendo em todos os aspectos do nosso ser... afinal a boa leitura vai sempre agradecer... e enriquecer...
bjs de paz

Cissa Branco disse...

Ju,

Cada vez que venho até aqui e leio um dos seus convidados sinto um aperto no peito, que mico será o meu, rs, bem o meu estilo.
Não conheço a obra, para variar, mas fiquei interessada.
Grandes beijos

Carlos Medeiros disse...

O livro parece interessante, principalmente por passar por milhares de anos da história do ser humano.

Misturação - Ana Karla disse...

Nada como uma boa resenha para despertar a curiosidade de ler.
Macá é maravilhosa...vou lá agorinha, pois estou em falta.
Boa semana Ju.
Xeros

Misturação - Ana Karla disse...

Voltei, para desejar-lhe toda felicidade e que seu blog continue prosperando sempre.
Parabéns!!
Xeros