quarta-feira, 14 de setembro de 2011

- Dá licença?

Com a Celina tive um encontro engraçado, comecei a vê-la por aí, então  entrei no blog  Colheita de Girassóis, fiz um comentário, ela respondeu meu comentário, eu respondi e trocamos, de uma batelada só, umas dez mensagens, rs... Foi a maior empatia!  Ela morou em Angola e seu blog é uma fonte inesgotável de informações sobre esse nosso irmão africano, agora com uma Miss Universo!
Vários leitores me recomendavam o escritor moçambicano Mia Couto, por inúmeros motivos nunca conseguia chegar a ele. Daí veio a Bienal do Livro aqui no Rio e ele contribuiu bastante com a minha quase falência nesse evento.  Celina me deu de presente justamente uma resenha de um de seus livros! Obrigado!


Jussara, parabéns! Um ano de conteúdo instrutivo, bem escrito, com generosidade de cultura esparramada com humor apropriado! Um ano de presença enriquecedora para o nosso conhecimento e nosso afeto. Por muitos e muitos anos tenhamos o prazer de conviver com você e suas Palavras Vagabundas, uma sem-vergonha deliciosa.
Estou honrada, mas constrangida de estar nesta festa... nem por isso menos radiante! Obrigada por me incluir neste momento. Vesti o meu melhor vestido, só que ele é de chita... Mesmo assim procurei a melhor chita, pode ter certeza!
Parabéns e girassóis nos seus dias e nos dias do Palavras Vagabundas!

Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto  

   
Com Mia Couto tive um sentimento inusitado: há livros que a gente não merece, nem eles, que leiamos sozinhos. Gera urgência de aplauso partilhado de uma idéia, uma imagem, uma palavra, uma surpresa, porque a emoção é maior do que a que cabe na gente. Li Um rio chamado tempo...,  desejando companhia de leitura simultânea. 
O livro é uma viagem (ou retorno) à África. Passamos a leitura vivendo com os moçambicanos não assimilados (os que não se renderam à cultura alienígena) em Luar-do-Chão, a Ilha. Em outro mundo, outra nação, outra alma, na cidade, separada da Ilha apenas por um rio, vivem os assimilados e os brancos.  Mesmo com raríssimas menções diretas à política, sentimos, pelas características comportamentais e psicológicas dos personagens, a alma do povo de Moçambique no pós-guerra (pela independência, 10 anos e pelo poder e interesses de nações externas  16 anos de guerra civil): a desesperança porque as guerras de nada valeram  para a melhoria da vida do povo. Poucos se beneficiaram delas.
Mariano ou Marianinho, o personagem-narrador, retorna da cidade para o ritual de enterro do Avô Dito Mariano a se realizar em Luar-do-Chão, na Ilha. Descobrimos ao longo do livro que a verdadeira história é a busca de raízes perdidas, como acontecera com Marianinho ao se mudar, ainda muito novo, para a cidade. Ou nas palavras do próprio:

"Estou na margem do rio, contemplando as mulheres que se banham. Respeitam a tradição: antes de entrar na água, cada uma delas pede permissão ao rio:
- Dá licença?  
Que silêncio lhes responde, autorizando que se afundem na corrente? Não é apenas a língua local que eu desconheço. São esses outros idiomas que me faltam para entender Luar-do-Chão. [...]"  

A cada personagem uma vida que se via; outra, sendo descoberta; e toda a simbologia de um povo que quer manter sua identidade. O Avô Dito Mariano (líder da família, e inconsciente ou conhecimento ancestral impregnado na alma do Marianinho); Tio Abstinêncio (exilado por escolha, dentro da própria casa); o que era o pai Fulano Malta (só coração e ideal); Tio Ultímio (o “novo-rico”  assimilado); Miserinha (a andarilha que perdeu a visão das cores); Doutor Amílcar Mascarenhas (o médico indiano, sobre quem recai o preconceito do Ultímio); Tia Admirança (irmã bem mais nova da avó), a Avó Dulcineusa (a encarnação da mulher africana fiel à própria cultura); Curozero Muando (o coveiro ou o que trabalha pela vida); a mãe Mariavilhosa (aquela cujo ventre “adoecera para sempre”. Sofrimento africano?); Padre Nunes (o padre de Luar-do-Chão, sereno, mas cansado das injustiças. Antevia o “colapso de todo um modo de viver” das nações ricas); Nyembeti (a irmã do coveiro que só fala "os dialetos da miséria" e que fascinou Marianinho. Ou seria a África e suas dores e mistérios?). 
São quase personagens a Nyumba-Kaya e o rio Madzimi.
A casa grande dos Malinanes ou no "aportuguesamento", os Marianos, recebeu o nome de Nyumba-Kaya para satisfazer todos os familiares: casa no norte de é “Nyumbá” e no sul, “Kaya”. A casa é a família, cuja memória deve ser preservada e sua união deve estar acima de qualquer desavença entre seus membros. Assim exige a tradição africana. A Nyumba-Kaya e também a terra. Marianinho deverá fazer viver nele a Nyumba-Kaya, bem como zelar por ela.
O rio Madzimi é a água, “madzi”, que transporta a sabedoria, as crenças, as tradições do povo não assimilado. Marianinho deverá, também, absorver a água para reaver sua alma africana. Há um episódio de grande significação no livro. A terra se fecha e o coveiro não consegue abrir em lugar nenhum uma cova para enterrar o Avô Mariano. A terra voltará a “se abrir”, assim como  Marianinho conseguirá possuir a Nyembeti... mas quando e como isso ocorrerá? Vale a pena ler o livro para saber.  
Guardei uma dúvida. Quem já leu este livro e o Grande Sertão: Veredas  poderá me esclarecer. A linguagem de Mia Couto neste livro tem alguma semelhança com a de Guimarães Rosa no Grande Sertão: Veredas? Em um dos personagens, Mia Couto revelou sua admiração pelo Guimarães Rosa. É fácil identificar.
Nas tramas do livro, conhecemos tradições e crenças africanas. É um livro que nos leva ao fantástico, mas não um fantástico inverossímil, pois ele é a alegoria do africanismo. O texto de Mia Couto é prosa poética. Ambas comoventes, viscerais, sem qualquer excesso. Não sobram palavras, idéias, imagens... o excesso existe na  emoção provocada no leitor. Ao menos em mim!
Quer um livro com conteúdo exuberante em linguagem bela? É este: Um rio chamado tempo...        
O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora.” Avô Mariano
Celina
SOBRE O AUTOR
Mia Couto (1955 -   ) -  Antônio Emílio Leite Couto, nasceu na Beira, em Moçambique. Formou-se em biologia. Pelo conjunto da sua obra, recebeu, em 1999, o Prêmio Vergílio Ferreira; em 2007, o Prêmio União Latina de Literaturas Românicas. Seu romance Terra Sonâmbula está entre os dez melhores livros africanos do século XX. A Companhia das Letras publicou este e mais seis livros do autor.

36 comentários:

Rogério Pereira disse...

Conheço vários textos e livros de Mia Couto. Estou a acabar de ler "O Último Voo do Flamingo". A linguagem é uma delicia... mas neste momento o encanto foi conhecer essa "menina"... Celina

Juliana Galante Magalhães disse...

Oi mãe Jussara

ainda to em Londres, quase não consigo escrever mas, estou acompanhando e amando essa festa. Minha bolsa já passeou aqui em Londres!
Saudades
Amo você

Beth/Lilás disse...

Admiro muito e respeito o escritor Mia Couto, li este livro inclusive, masssss não faz o meu estilo, embora já tenha postado alguns de seus poemas que, por sinal, gostei mais.
E a Celina é um girassol radiante e brilhante em nosso dia a dia da blogosfera, muito querida ela.
bjs cariocas

Sandra Portugal disse...

Também adoro visitar a Celina e viajar com ela em leituras tão interessantes!
bjs Sandra
http://projetandopessoas.blogspot.com//

Lufe disse...

Jussara,

Não conheço os livros de Mia Couto.
Ja li algumas poesias, mas nenhum romance.
A Celina me fez interessar por ele.

Não conhecia autores africanos e estou começando agora lendo o "Nação Crioula" de José Eduardo Agualusa, angolano.

Um bjo procê e outro pra Celina.

Juliana disse...

chorei sem parar com o final desse livro. que livro lindo!

Lua Nova disse...

Que espetáculo de post. Vou procurar os livros dele. Já li uma ou outra poesia, mas não li nenhum de seus livros. Preciso corrigir isso com urgência.
Beijokas.

Celina Dutra disse...

Jussara querida,

O coração acelerou!!! Obrigada pela honra e carinho. Obrigada a todos que foram generosos comigo ou com meu trabalho. Espero que gostem do livro e, gostando ou não, voltem aqui e deixem sua avaliação. Rogério, delícia, adorei o "menina"!

Girassóis nos seus dias Jussara e nos dos seus leitores.
Beijos

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

aeeeeeeeeeeeeeee só de saber que a Celina está aqui já abro um enorme sorriso! eu sou fã da Celina, gosto demais dela, uma pessoa especial como é um girassol.

e com ela aprendo muita coisa, sobre Angola e ...sobre o afeto, a amizade, a melhorar como ser humano. Viva a Celina!

Mia Couto, grande escritor. esse livro eu gostei bastante, faz um tempinho que li.

Calu disse...

A Celina é um presente revelado pela possibilidade da blogosfera e à ela nos acercamos com entusiasmo pelas tantas maravilhas que nos apresenta em seu vasto painel do continente africano e em muitas outras inferências sempre bem-vindas.Já vou selecionando p/ minha lista mais este exemplar do Mia Couto. Hoje começo a leitura desse autor tão bem comentado por nossa Celina. Parabéns às duas pela presença tão marcante na blogosfera.
È um prazer conviver com vcs.
Mil bjinhos,
Calu

Luma Rosa disse...

Parabéns pelo aniversário do blogue!! Um presente encontrar Mia Couto por aqui e tão bem exposto pela Celina; tenho certeza que quem não conhece, irá correndo adicioná-lo à sua lista de leitura.
Conheci Mia Couto através do Manoel Carlos, Agrestino - que é amigo pessoal. Na ocasião não conhecia nada dele e foi puro deslumbre! Vale a pena também conhecer o trabalho do pai - Fernando Couto.
Vida longa ao blogue!! Beijus,

Sandra Puff disse...

Olá, Jussara...
Parabéns pelo Primeiro Ano de seu Blog!
Passei no blog de Celina e vi o convite para visitá-la e adorei...
Já sou uma seguidora...agora, se quiseres visitar e se gostares do Sapatinhos da Dorothy, será uma honra, pois adoro livros e verá lá.
Abraços carinhosos,

Sapatinhos da Dorothy

Regina Rozenbaum disse...

Sabe Ju, quando esse autor começou a estar em voga, pensava que era uma mulher...Mia rsrs. O primeiro que li foi Terra Sonâmbula, mas tenho um apreço por Antes de nascer o mundo. Talvez pq ganhei de presente e junto, essa dedicatória:

que venham nascimentos
que nunca aconteceram.
Que nasça de você,
sempre o carinho e a alegria
que nos fez amigos,
felizes amigos.
Antes do mundo, a amizade
já havia nascido.
Feliz nascimento!(Natal de 2010)
Não é lindo?!
Beijuuss, amada, n.a.

Camille disse...

Compartilhadissimo. Entendo o que é essa urgencia de falar sobre aquilo qu enos entusiasma, ainda mais um livro! As vezes faço isso no meu blog vou falando e falando do que estou lendo, coloco no "auto-falante". Nao conheço Mia Couto, mas ja vou conhece-lo. Voce me convenceu. E sua amiga dos girassóis mandou essa dica para voce ne? isso é transmissao. Maravilhoso!!! Parabens por tudo!
Bjos

Meire disse...

Olá Jussara, venho lá do blog da Celina que encontrei há pouquíssimo tempo, mas que já encantou meu coração. Gostei muito daqui e já to me sentindo em casa. Livros, autores? PAIXÕES DA MINHA VIDA INTEIRA!!
Parabéns pelo blog :)
bjokitas com carinho.

Ana Martins disse...

Boa noite, Jussara!

Venho do blog da Celina, direitinha para aqui. Parabéns por este ano de blog, e que venham muitos outros felizes e repletos de bons e inesquecíveis momentos.

O livro que nos traz hoje aqui, ainda não li, mas sei que Mia Couto, é um escritor de excelência.

Beijinho,
Ana Martins

palavrasdeumnovomundo disse...

Querida Jussara...quanto tempo. Precisei ler seus últimos posts para me atualizar e entender o que estava acontecendo por aqui.
Adorei a sugestão do blog da Celina que pretendo visitar e o livro, claro.
Que dia o blog faz um ano?
O meu fará em 29 de outubro e quero pensar em algo diferente também para comemorar com os leitores. Espero já ter reparado minhas engrenagens e botado os ponteiros nos devidos lugares para ter tempo suficiente para esse mundo virtual que tanto amo.

Beijos querida Jussara

Pandora disse...

Eu amoooooooooo Mia Couto!!! Também acho que ele sofre ou se alegra com a influencia de Guimarães Rosa, a prosa dele é linda, rica, suave, cheia de poesia é algo que entra pelos olhos e se fixa em algum lugar da alma, faz entender porque literatura é tão magica!!! Ainda não li "Um rio chamado tempo", mas a Bienal de Recife está mais próxima que distante néh!?!?!?

Cheros Celina, seu jeito de falar de África me toca sempre!!!

✿ chica disse...

Celina é um lindo girassol que nos encanta sempre!beijos às duas,chica

sobrefatalismos disse...

Olá Jussara, tudo bom?
Gostei muito da sua visita lá no meu espaço e do teu blog ser assim: tão literário.
Mia Couto é excelente, mas também há o Agualusa (você já leu?) que também é africano e escreve maravilhosamente bem (vide O Vendedor de Passados - você irá gostar).
Também voltarei aqui. Beijão.

Rogério Pereira disse...

Fiz um post
Mia Couto fala
Espero que goste

Glória Maria Vieira disse...

Nossa. Fiquei encantada só pelo nome da obra "Um rio chamado tempo..." Que poético, né?! Mais um pra imensa listinha... hihi

Ivan disse...

Ai ai, com um post desse, como não querer comprar o livro? Ê Guimarães, seu safado! Essa Jussara tbém, parabéns pelo seu blog!

Abraço

Ma Ferreira disse...

Olá..
Venho por meio do Blog da querida Celina, pessoa que amo e admiro.
Adorei ler sobre Mia Couto.
Ja anotei para comprar o Livro.

O tema Africa me encanta.
Tenho alguns trabalhos em ceramica
com o tema.
Ficaria imensamente honrada com sua visita. Sou artista Plastica, ceramista.

Te indico o blog de um Kamba, artista plastico Angolano que reside em Portugal:
www.vinoartes.blogspot.com

Um beijo.. aporto-me por aqui..

Ma Ferreira disse...

Pena..não encontrei espaço para ser sua seguidora...

blog da Paraguassu disse...

Olá amiga,
Só a resenha do livro já é um convite para lê-lo, o que farei, com certeza.
Uma delícia de leitura, pelo que me pareceu. Sou louca por livros e os devoro assim que adquiro. Interesso-me por conhecer a vida e as tramas de outros povos e nações.
Um super beijo,
Maria Paraguassu.

Ju Ramalho disse...

Jussara e Celina dua queridaaaaas!!!!


Adoro as duas!

Nesse mundinho virtual é tãoo raro encontrar essas belezas raras!

Eu ando remodelando meu Blog, a Elaine Gaspareto vai fazer assim que eu por o meu dominio, mudar nome e tudo o mais, sinceramente eu ando procurando uma "nova" vizinhança pra me assentar rss.

E aqui é o bairro perfeito.

Ando por demais decepcionada com muita coisa rss.

Ameio o nome do livro " um rio chamado tempo"... fiquei aqui pensando... que me daria um ótimo texto só o nome rs.

Beijo amada

DaniNeves disse...

Obrigada pela visita no meu blog! E devo agradecer, tb, por este teu espaço aqui. Retribuindo tua visita vim eu aqui, fuçar nas tuas letras.
Adorei e voltarei sempre!
Em tempo, vc leu meu texto de fechamento de Agosto, no Desafio Literário? Vou gostar de saber a sua opinião...
Beijo!

Luci Cardinelli disse...

Vir aqui e de uma tacada só encontrar Celina e Pandora, é uma benção numa manhã de domingo :)
São duas queridas para mim e adorei as resenhas

beijos e uma semana abençoada!

。♥ Smareis ♥。 disse...

Adoro Celina, amo ler o que ela escreve, vi teu link lá, e aqui estou pra conhecer. Gostei muito e voltarei.Parabéns!Desejo uma ótima semana. Beijo grande!
Smareis

Carlos Medeiros disse...

Ainda não li o Mia Couto, mas vi uma entrevista dele na tv, senão me engano no Leituras da TV Senado. Escritos falando de outros lugares, como a África, me interessam bastante.

Evanir disse...

Fiquei feliz em conhecer seu blog temos inumes amizades em comum.
Sua postagem é maravilhosa e nossas amizades são muitas aqui unida.
Um feliz Domingo.
Uma abençoada semana beijos.
Evanir

Já me tornei sua seguidora

Elisa T. Campos disse...

Oi Jussara
Adoro a Celina, apesar de a estar seguindo hà pouco tempo o compartilhar
com ela muito me acrescenta.
Que bom que ela me trouxe até aqui para conhecer o seu espaço.
Não conheço Mia Couto, mas só o título do livro já me enche de curiosidade.
Vou voltar e ver com carinho o seu trabalho.
Beijos

Glorinha L de Lion disse...

Celina e Ju, ao ler este livro ano passado, fiquei em choque...eu queria ser Mia Couto, eu queria ter a sua escrita, fiquei com inveja pelos Deuses da Escrita o terem agraciado com o poder de usar as palavras daquela forma...Fiquei dias e dias pensando nesse livro, nos seus neologismos, na sua forma poética e fantástica de nos falar de um lugar tão distante e tão diferente...fiquei apaixonada, ele me lançou um feitiço...logo depois li um livro de contos: O Fio das Missangas, tb maravilhoso...gostaria de ler mais livros dele e vou ler qq dia. Maravilhosa sua resenha Celina, soube transmitir como raras vezes vi, a essência de um livro, beijos às duas, muitos girassóis pra vcs!

Glorinha L de Lion disse...

Celina e Ju, olhem só o post que fiz, ainda sob o impacto do livro!
http://clubecafelivros.blogspot.com/2010/10/mia-mia-mia-couto.html
Não chega nem aos pés da resenha da Celina, mas não é uma resenha, é uma declaração de amor! bjs,

Macá disse...

Ju
Você está percebendo que eu não vinha aqui há uns dias né? Estou envolvida com o livro VIDAS e também com a divulgação do encontro com a Glorinha, mas aproveitei a tarde para ler tudo.
Eu conheci a Celina assim mais ou menos como você e ela também já me conquistou na primeira vez que trocamos e-mails.
Conheci o Mia Couto através dela e ela fez uma resenha emocionante.
Imagino como você está feliz com o decorrer do aniversário do blog. Está um sucesso.
bjs