terça-feira, 2 de agosto de 2011

Reconheçam-se... ou não!


Ilustração de André Letria
Há algum tempo tenho o decálogo abaixo, não conhecia o autor e descobri que é um escritor brasileiro com vários livros publicados e é muito respeitado. Divirtam-se enquanto eu vou procurar um livro dele.  Os comentários em itálico são meus.

Decálogo do leitor

Por Alberto Mussa

I - Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dente. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos e objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.(Sou totalmente dependente química de cheiro de tinta de impressão, meu caso é sem solução.)

II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinquenta, serão cem. Não devem faltar: As mil e uma noites, Dostoievski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Veríssimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstoi, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.(Aqui discordo do autor, comece a ler cedo, por qualquer coisa, você tem a vida toda para ir lendo os clássicos.)

III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.(Ótimo conselho!)


Ilustração de Alex Dukal

IV - Perca menos tempo diante do computador, da televisão, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabeleça metas. Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros. Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará aos 900. Com dois por mês, serão 1.440. À razão de um por semana, alcançará 3.120. Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360. É importante escolher bem o que você vai ler.(Contas modestas, leio desde os 7 anos. Já teve épocas de ler de 10 a 12 por mês, mas também de ler só dois – tentem ler com um bebê chorando de cólica – hoje estou mais ou menos estacionada em 4 ou 5 novos por mês, os outros são releituras, fiquei na dúvida... releitura entra na conta?)

V - Faça do livro um objeto pessoal, um objeto íntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam. Também é importante criticar o autor, apontar falhas e inverossimilhanças. Anote telefones e endereços de pessoas proibidas, faça cálculos nas inúteis páginas finais. O livro é o mais interativo dos objetos. Você pode avançar e recuar, folheando, com mais comodidade e rapidez que mexendo em teclados ou cursores de tela. O livro vai com você ao banheiro e à cama. Vai com você de metrô, de ônibus, e de táxi. Vai com você para outros países. Há apenas duas regras básicas: use lápis e não empreste. (Não grifo meus livros, até por que não gosto de ler livros grifados, mesmo que por mim, acho que cada momento de leitura é único, mas... tenho papeizinhos espalhados entre as páginas que marcam passagens que gosto.)

VI - Não se deixe dominar pelo complexo de vira-lata. Leia muito, leia sempre a literatura brasileira. Ela está entre as grandes. Temos o maior escritor do século XIX, que foi Machado de Assis; e um dos cinco maiores do século XX, que foram Borges, Perec, Kafka, Bioy Casares e Guimarães Rosa. Temos um dos quatro maiores épicos ocidentais, que foram Homero, Dante, Camões e Jorge de Lima. E temos um dos três maiores dramaturgos de todos os tempos, que foram Sófocles, Shakespeare e Nelson Rodrigues. (Quantos autores brasileiros você leu esse ano?)

Foto de Steve McCurry
VII - Na natureza, são as espécies muito adaptadas ao próprio hábitat que tendem mais rapidamente à extinção. Prefira a literatura brasileira, mas faça viagens regulares. Das letras europeias e da América do Norte vêm a maioria dos nossos grandes mestres. A literatura hispano-americana é simplesmente indispensável. Particularmente os argentinos. Mas busque também o diferente: há grandezas literárias na África e na Ásia. Impossível desconhecer Angola, Moçambique e Cabo Verde. Volte também ao passado: à Idade Média, ao mundo árabe, aos clássicos gregos e latinos. E não esqueça o Oriente; não esqueça que literatura nenhuma se compara às da Índia e às da China. E chegue, finalmente, às mitologias dos povos ágrafos, mergulhe na poesia selvagem. São eles que estão na origem disso tudo; é por causa deles que estamos aqui.(Gostei das viagens!)

VIII - Tente evitar a repetição dos mesmos gêneros, dos mesmos temas, dos mesmos estilos, dos mesmos autores. A grande literatura está espalhada por romances, contos, crônicas, poemas e peças de teatro. Nenhum gênero é, em tese, superior a outro. Não se preocupe, aliás, com o conceito de gênero: história, filosofia, etnologia, memórias, viagens, reportagem, divulgação científica, auto-ajuda – tudo isso pode ser literatura. Um bom livro tem de ser inteligente, bem escrito e capaz de provocar alguma espécie de emoção. (Concordo com ele, se provocar emoção é bom, até bula de remédio, rs)

IX - A vida tem outras coisas muito boas. Por isso, não tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes. O leitor experiente desenvolve a capacidade de perceber logo, em no máximo 30 páginas, se um livro será bom ou mau. Só não diga que um livro é ruim antes de ler pelo menos algumas linhas: nada pode ser tão estúpido quanto o preconceito. (Ler sem preconceito nos faz encontrar as pérolas que estão espalhadas por aí.)

X - Forme seu próprio cânone. Se não gostar de um clássico, não se sinta menos inteligente. Não se intimide quando um especialista diz que determinado autor é um gênio, e que o livro do gênio é historicamente fundamental. O fato de uma obra ser ou não importante é problema que tange a críticos; talvez a escritores. Não leve nenhum deles a sério, não leve a literatura a sério; não leve a vida a sério. E faça o seu próprio decálogo: neste momento, você será um leitor. (A melhor regra, não é por que todo mundo gostou que você está obrigado a gostar.)
“Nunca pensei em ser escritor, mas desde pequeno já era leitor.” Alberto Mussa
Quino
SOBRE O AUTOR

Alberto Mussa (1961-  ) -  escritor brasileiro que publicou seu primeiro livro, Elegbara (de contos) em 1997 e desde então vem publicando romances regularmente.

21 comentários:

Paula Li disse...

Oi JU, sinto até vergonha de vir aqui, me faz reconheçer que não gosto tanto de ler como pensava rsrsrs.
Obrigada pela visita e por me achar uma mulher porreta.
Finalmente consegui marcar o território!!!
Um grande beijo

Lufe disse...

Muito bom o decalogo.
Tambem faço algumas resalvas e nelas concordo com você.
- Inicie lendo qualquer coisa que lhe atraia.
- Eu tambem não gosto de livros grifados ou com anotações. Me sinto constrangido e acho que induzem à mesma otica do leitor anterior.
- Não deixe de ler nada por preconceito.
- Faça a sua propria critica. O que te atrai, que te instiga, que te seduz, pode não ser a mesma coisa que atrai os criticos.Inclusive eles elogiam muita porcaria.

Excelente texto, gostei muito.

bjo

VaneZa disse...

Como foi bom ler isso hoje.

Por coincidência eu estava falando disso com a Pandora... eu havia dito a ela da minha dificuldade com alguns clássicos... às vezes acho que perco tempo demais com literatura de entretenimento... fico dizendo a mim mesma... "Vaneza, vc já é uma balzaquiana, não pode perder tempo com literatura fast-food". E os livros que eu mais gostei foram aqueles "achados" em dias que eu tava com pouca grana e ia até as livrarias à procura de promoções e que não são nada clássicos.

Eu estava me sentindo péssima porque recentemente eu tentei ler um do Balzac e... desisti. Sabe... eu não consegui gostar... não consegui me apegar ao enredo.

Ah! E eu grifo, escrevo as frases mais marcantes por todo o livro, e não gosto muito de ler livros emprestados justamente por não poder interagir com ele. E eu sempre releio os meus livros preferidos e adoro perceber que anteriormente aquela parte que eu grifei foi marcante para mim e hoje já não é mais. rs

No fim... foi muito bom ler isso hoje.

BeijoZzz

Pandora disse...

Oxe, oia a Vaneza ai em cima, realmente a gente tava trocando impressões sobre livros!!!

Eu ein, se tivessemos combinados não apareceriamos em sequencia!

Eu leio o que tiver afim de bula de remédio até Julia, Bianca e Sabrina \o/ O que se dirá dos fast-foods da vida hihihi As vezes faço até questão de ler, só para ter o prazer de ser rude com alguns amigos historiadores(prepotentes) não lêem uma linha fora de seus próprios referenciais teoricos e da históriografia de seu tema e gostam de dar pitaco.

Adorei o texto, concordo com ele em vários pontos, acho que o Dicionário é uma invenção divina, a pessoa que inventou isso com certeza está no céu.

E sim, eu risco os livros, contas, anotações, rabiscos e etc, rico de lapis e de caneta, não tenho pudor quando se trata de coisa minha e adoro livro riscado fico pensando no que a leitora anterior estava pensando ou sonhando.

Celina Dutra disse...

Jussara,
Bom dia!
Gostei dos conselhos. Dicionário está sempre ao meu ladinho. Gosto de rabiscar livros e, ao reler, rir das impressões anteriores. Preciso me livrar do preconceito aos livros de auto-ajuda, não tenho paciência. Este ano li quatro autores brasileiros e reli um.

Girassóis nos seus dias!
Beijos

Macá disse...

Olá Ju
Outro dia mesmo eu reli esse decálogo (acho que foi você mesma quem me enviou).
Eu costuma riscar os livros, e era engraçado ver novamente um tempo depois. Algumas coisas não tinham nada a ver.
Hoje não faço mais isso.
Mas eu tenho umas "pérolas" aqui sim, compradas às vezes pelo nome, outras adquiridas em sebos.
beijos

Cinderela Descaída disse...

Gostei.
Eu anoto e grifo meus livros sempre. E leio o máximo que consigo. Se bem que a internet vem me roubando tempo de leitura.
Meu último livro de escritor brasileiro? A Grande Arte de Rubem Fonseca, mas não apreciei muito.
Beijo

Lúcia Soares disse...

Gostei do decálogo e acho que cada um pode criar o seu, mas não vai sair muito disso.
Li muitos clássico, uns por obrigação", pedido pela escola e outrso por mim mesma. Tenho uma coleção, da Edit. Abril, com 53 volumes que tem quase todos os autores citados acima. Mas nem todos eu li. Atualmente perdi um pouco o pique de ler, pois começo a página e quando chego no final tenho que voltar e reler...Mas por falta de concentração, muita coisa na cabeça,etc.
Sentar pra ler um livro (não gosto muito de ler deitada)implica em ter sossego, gosto de ler e custar a parar, principalmente quando o livro merece mesmo.
Gosto de marcar o texto, gosto de escrever nas páginas.
Minha mãe tem um livro com algumas anotações de minha avó, tipo "Fulana perdeu o dente de leite hoje", e me dá uma alegria ver a letrinha dela!
Beijo!

Luana disse...

Todos meus livros estao cheio de rabiscos.. Especialmente os cientificos (que na minha opiniao tambem sao lindos). Coloco o ano de cada comentario que faco, pra daqui anos ver como eu pensava... =)

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

achei mto legal, Jussara. me deu um arrepio ver que, mesmo lendo muito, a gente não leu nada rs... pq se for um livro por mês é 12 no ano, é pouco sim!

da mesma maneira q vc, considero que os clássicos podem ser lidos...qdo for o momento de lê-los. Não adianta ler determinado livro com determinada idade, a gente não consegue captar mta coisa. a idade nos traz sabedoria para compreender a leitura.

e não tenho a menor coragem de grifar nada em livro, de rabiscar. me sinto mal se fizer isso, anotar no livro, grifar, até mesmo ficar colocando nome não gosto rs. gosto dele com cara de lido, mas... com as páginas do jeito que vieram da livraria.

excelente esse post!
bom dia

Glória Maria Vieira disse...

ADOREI as dicas, Juh! Juro que vou até armazenar aqui. kkkkkkk =) Bom... Ler é uma delicia e quando é o que a gente escolheu, pronto!

BIIINGO!

Flávia Shiroma disse...

Olá querida!

Bom, ao contrário do nosso amigo Alexandre, eu adoro fazer anotações nos livros que leio, principalmente em frases marcantes. No início, é estranho marcar o texto e rabiscar, mas depois a gente se acostuma porque sabemos que não é um ato mal intencionado.
Adorei as dicas do escritor Alberto Mussa.

Bjs

Rogério Pereira disse...

Gostei. Quase direi que fui empurrado para fazer meu próprio Decálogo. Quanto a este, pena terminar tão inesperadamente mal. Diz no X o contrário de I. Como posso não levar a literatura a sério se ela é (e ele diz ser) a forma de conhecer? Não levar a sério a vida? Meu Deus, que grande besteira diz gente que aparentemente nada tem de besta. A vida se nos foi dada deve ser bem utilizada. Não foi decisão nossa nascer, temos essa dívida de gratidão... e eu gostei tanto de ter nascido... (apesar de muitas vezes me zangar com o mundo e de o querer mudar...)

Adelaide Araçai disse...

Adorei mas me perdi contando quantos livros já li, afinal comecei bem antes dos 16...rsrs Detalhe Também sou dependente quimica de leitura, e se estou lendo algo técnico, necessito daquelas que denomino de cultura inutil, para contra balancear...rsrs Me arrisco a ler tudo e sabe que já li neste ano mais de 6 brasileiros, sem ter feito a busca por eles. Odeio livro riscado, não consigo ler tranquila, pois os riscos atraem meus olhos...rsrs
Ah! eu não leio, eu assisto a maioria dos livros. Consigo ver as cenas.
Estou participando do Clube do Livro (uma troca que fazemos virtualmente) justamente para tentar fugir de ler sempre os mesmos estilos, pois as vezes parece que fico amarrada...rsrs E como a abstinênca é dolorida, sempre tenho que ter um livro a mão...rsrs.
Tenha um ótimo final de semana
Abraços

Rosa Lopes disse...

Fundamentais pra mim a VII e a X.
Puxão de orelhas o VIII. Repito autores amados, descaradamente, se estou cansada, se estou sem tempo, por tristeza qualquer desculpa serve pra que eu repita. Eles me aconchegam e ler também é suprir carências.
Bj

Thiago Brito disse...

Poxa, muito bom seu Blog
Parabens mesmo, os textos são muito bem escritos, me identifiquei muito, são realmente incríveis...
Estou a seguir-te

Quando puder passa lá no meu e vê o que acha ;d

http://essenciaego.blogspot.com/

Abraço apertado
;P

Glorinha L de Lion disse...

Espetacular esse decálogo Jussara! Eu, ultimamente ando lendo muito, procurando ler todas as noites e já li bastante esse ano, tendo em vista todas as outras coisas paralelas que faço, inclusive escrever meus livros. Acho importante demais ler desde cedo para formar o hábito e se tornar um prazer (ou o prazer é que se torna hábito?)Li muito, li de tudo, pois meu pai dizia para lermos tudo o que nos caísse nas mãos. Li alguns livros cedo demais. Talvez tenha que relê-los um dia, pois de muitos nem me recordo mais. Mas gosto de anotar nos meus livros, à lápis. Como se fossem pequenos diários das minhas sensações. Por isso não empresto meus livros, pois além de ter perdido inúmeros assim, acho que eles se tornam objetos muito pessoais. Prefiro dar a emprestar e não os meus. Acho que como tudo na vida, bom é o que se gosta. Igual a vinho, igual a qq coisa, se eu gostei, foi bom pra mim e isso me basta. Amei ler isso! beijão,

Allan Robert P. J. disse...

Também não gosto de rabiscar meus livros. Gostei de saber finalmente o autor do decálogo.

Gosto muito de ler também o blog da Meg, que tem um conhecimento profundo sobre literatura. Fica a dica:
http://flabbergasted2.wordpress.com

:)

Beth/Lilás disse...

Bacana esse decálogo e a gente percebe no todo que lemos pouco mesmo. Eu então, que adoro sair muito.
Mas leio por prazer e não pra competir com ninguém, dizer que li tantos e você quantos leu. Não é meu jeito. Gosto especialmente de ler coisas que me arrebatem e me façam ficar presa, com vontade de levá-lo para todo canto. Este tipo de livro é o que me dá prazer, mas não busco livro por que tem sucesso de mídia ou alguém famoso indica, geralmente vou atrás do que pessoas como eu gostam. São livros que não precisam ser de famosos, mas que contenham no interior uma estória densa, que não seja raso como uma redação de colégio. Também não sou de rabiscar, deixar o livro com anotações, prefiro-os sempre limpinhos e sem orelhas ao término.
um super beijo carioca

Fatima Valeria disse...

Ler é maravilhoso, adorei o decálogo, tem formas muito pessoais de se relacionar com livros/leitura/autores. Gostei! Havia uma época que eu tinha o maior prazer de emprestar um livro, queria que todos pudessem dividir comigo tudo aquilo, sempre achei que livros servem para formar elos! Sinto tristeza e saudades dos daqueles que não foram devolvidos, tenho tanta vontade de poder estar com eles novamente! Talvez invente um decálogo, quem sabe um dia rsrsrs

Neanderthal disse...

Oi Jussara! Como havia dito, eis me aqui lendo o artigo que me recomendou!
Eu comecei meio na dúvida, se leio por vício ou por prazer... Ainda não obtive uma resposta. Eeeeeee, acho que a única coisa que faltou foi recomendar que ao escolher um autor, que pesquise sobre ele, sua vida, estilo, importância...
E sinto muito, eu acho que nem tudo merece ser lido.... Como o próprio texto diz, a vida é curta, nós temos que fazer outras coisas, então, o tempo que temos disponível para a leitura tem que ser bem gasto! Mas até a gente adquirir maturidade e conhecimento suficiente para fazer esta distinção, já terá lido muita porcaria na vida... E eu desperdicei ótimas oportunidades com leituras de quinta categoria! =)
Posso te linkar?
Gosto muito dos seus comentários.
Beijos