quarta-feira, 13 de abril de 2011

Lições de bem viver

Tudo que eu devia saber na vida aprendi no Jardim de Infância, Robert Fulghum

Lá atrás, quando eu era uma mãe começando a educar as filhas, aquela mãe que está preocupada em dar o melhor em educação, estudo, as ferramentas para sobreviver, os melhores exemplos... ou seja a típica mãe angustiada que quando a criança tem dois anos já pensa o que vai falar ou fazer quando a mesma tiver 7, 10 ou 16 anos. Tenho certeza que vocês conhecem muitas como eu, aliás muitas são como eu! Uma amiga muito querida me deu de presente esse livro. Li num fôlego só e desde então o tenho lido várias vezes. Não é um livro de auto-ajuda, não é um livro de filosofia, não é um livro de exemplos perfeitos, não é um livro para ajudar a gente a criar filhos... ele é tudo isso e nada disso.
Em cada capítulo do livro tem uma pequena crônica e uma reflexão do autor. Não uma reflexão do tipo moral da história, mas o que ele pensa sobre o assunto e implícito um convite para pensar. Como está na capa do livro “Ideias incomuns sobre coisas banais”, porque cortar ou não a grama do jardim ou sobre o presente errado de Natal que deu para a esposa. Um dos que mais gosto é sobre os lápis de cera, ele compra uma caixa de 12 lápis de cera para dar ao afilhado , não resistindo compra uma com 64 cores para si mesmo (um desejo de criança e de todos nós) e tece uma teoria louca que deveríamos nos dar e distribuir caixas de 64 cores de lápis de cera para políticos, generais e etc. propõe até uma bomba de lápis de cera que quando caíssem nas trincheiras lembraria a cada soldado como foi ser criança só pelo cheiro do lápis.
A crônica que dá nome ao livro é uma sacudida bem violenta em nossas verdades adultas é para se pensar dias e dias, tem uma teoria desenvolvida pelo autor em como ele chegou a essa conclusão. Aí vai o que aprendemos no Jardim de Infância e jamais devíamos ter esquecido:
Dividir tudo com os companheiros.
Jogar conforme as regras do jogo.
Não bater em ninguém.
Guardar os brinquedos onde os encontrava.
Arrumar a bagunça que eu mesmo fazia.
Não tocar no que não era meu.
Pedir desculpas, se machucava alguém.
Lavar as mãos antes de comer.
Fazer de tudo um pouco, todos os dias: estudar e pensar, desenhar e pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar.
Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito e ficar sempre de mãos dadas com o companheiro.
Se pensarmos bem, veremos que nessas regras estão contidos cidadania e respeito ao próximo, além das lições básicas de como viver o melhor possível, faça todo dia de tudo um pouco.  Já passei da metade de minha vida e estou reduzindo todos os elaborados conceitos ao mínimo, ou seja, tudo que eu preciso saber para viver bem aprendi no Jardim de Infância.
Você me empresta um lápis de cera?
“Sou velho e já passei por muitas dificuldades, mas a maioria delas nunca existiu.” Mark Twain

SOBRE O AUTOR
Robert Fulghum (1937-   ) – autor americano com licenciatura em Teologia, pintor e músico, ainda  toca numa banda de rock-roll, Tudo que eu devia saber na vida aprendi no Jardim de Infância, publicado em 1988 foi seu primeiro livro , no Brasil é publicado pela Editora Best Seller.

26 comentários:

Pandora disse...

Jussara, sua postagem me deu uma ideia e a parte essa ideia, vc me fez lembrar que carrego uma grande responsabilidade buaaaaaaaaa.... Eu queria mesmo que meus pequenos levassem para a vida que não se deve bater, mentir ou falar palavras feias... Que antes de comer se deve lavar as mãos e depois de cada refeição se deve escovar os dentes, que pedir um abraço é bom...

M. disse...

Um livro que não é...

:)

O título do livro é genial!!! Só por si já dava panos para mangas!!!


Não conhecia o autor. (tu gostas de me fazer sentir ignorante...lol)


Não vou muito em cartilhas. Mas gosto de as conhecer. Partir delas ou até segui-las.

Paula Li disse...

Oi Ju, o jardim de infância é nosso primeiro aprendizado com o mundo das boas maneiras e da cidadania e não podemos deixar essas noções morrerem.
O livro parece ser uma delícia, já deu a coceirinha de ler.
P.s: também não entendo por que para muitas garotas transar é sinônimo de engravidar.
Bjs

Juliana Galante Magalhães disse...

Adorei essa parte:

"Fazer de tudo um pouco, todos os dias: estudar e pensar, desenhar e pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar."

Faltou o mandamento que você bem me ensinou e que tem sido a base dos meus últimos meses: UM DIA DE CADA VEZ! Se eu tivesse feito uso dessa máxima mais vezes, acho que teria arrumado menos problemas...rs
Beijoca

Guará Matos disse...

E vai ajudar os desesperados que chegam ao histerismo e não sabem esperar o momento certo.

Bj.

Lufe disse...

Que delicia este livro.
Como sempre você nos apresenta perolas para nossas leituras.

Você viu aquele projeto do GLBTT aprovado e financiado pelo MEC para alunos da rede escolar do Primeiro Grau? Até agora estou embasbacado sem ter o que falar.

bjos

Anne disse...

Deve mesmo ser uma leitura maravilhosa! E eu concordo plenamente, o jardim de infância nos ensinou muito sobre cidadania, respeito, honestidade! Valores esses que devemos continuar tendo pelo resto da vida!

E a teoria do lápis de cera? Eu adorei! rsrs Linda, beijos pra ti, ótima quinta!

Luís Coelho disse...

No meu tempo não se falava ainda em infantários e poucos poderiam ir à escola.
Era em casa e na família que se aprenderam as regras aqui enunciadas e que mostram a riqueza de uma sociedade organizada.

Todos nós aprendemos quase tudo na infância mas que esquecemos ou adulteramos na vida adulta.

Larissa, Lara, Lalá, .... disse...

Voce tem razao, toda mae e' um pouco assim!! Eu tambem sou!!!! Achei muito interessante sua resenha. Gostei muito da frase de Mark Twain

Roberta M. disse...

Isso é perfeito Ju, adorei!! Aff, depois vc se entende com meu marido, pois a conta na livraria é infinita, suas dicas sao geniais rssss, já fiquei com vontade de ler Clarissa, do post abaixo tb!! Beijocassss

Borboletas nos Olhos disse...

Ai que fofo! Tá tudo aí: sociabilidade, gentileza, partilha. Gostei muito.

Apenas um lugar para ser ✿Lis disse...

Adorei a citação do Mark Twain, do jeito que vou, corro o risco de dizer o msm daq uns anos... Qto tempo gastamos em problemas q só existem nas nossas cabeças, não é msm?

Isso de fazer de td um pouco é genial. Pois foi uma das coisas q me propus a fazer este ano. Ou seja, não passar horas no computador, ou horas estudando a mesma coisa. É tão mais legal aquele dia onde pudemos diversificar nossas atividades, o dia parece bem mais proveitoso.

Adorei o seu post. Tenha um excelente dia, e hj, faça um pouco de tudo. ;)

Bjos!

Luana disse...

"Fazer de tudo um pouco, todos os dias: estudar e pensar, desenhar e pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar."

Quem me dera! quem me dera!

Estudar e pensar sim, pois trabalho com pesquisa (que pra mim eh brincar e trabalhar ao mesmo tempo). Eu canto e danco no chuveiro.... Mas gostaria muito de poder "desenhar e pintar" mais... =)

Rogério Pereira disse...

Passei por cima de Clarisse. Imperdoável, pois é tão belo livro. Dou agora, de modo diferente, com a mesma preocupação de focar de novo a gente miúda. Faz bem. São as gerações futuras a esperança de que muitas coisas sejam diferentes... É por isso que não reprimi o impulso da sugestão: porque não divulgar um Nobel que escreve em português? sobre gestos de miúdos. Uma história para crianças onde os adultos tanto terão para aprender.
(existe ainda um video sobre o livro)

É uma sugestão. Pode segui-la ou não...

Mônica disse...

Ju, que lindo este post!!!
Estas frases são perfeitas para a vida. Também tenho os filhos já crescidos e vivendo hoje longe de minhas asas, por isso posso dizer que "sou velha e já passei por muitas dificuldades, mas a maioria delas nunca existiu.” e ainda as passo, e ainda hoje estou passando.
Muito obrigada por suas palavras, que de vagabundas, não têm nada.
Beijos

Isa disse...

Tem selo pra vc no meu blog!
Bjs,
Isa
http://a-vida-de-isa.blogspot.com

Negação de Irene disse...

kkkk, sou desesperada, igualzinha a você! rs

Carla Farinazzi disse...

Nossa, que post, hein, Jussara!

Perfeito. Baseado num livro que, com certeza, eu vou ler, pode apostar.
Gostei muitíssimo do que você escreveu. Principalmente das dicas.

Beijos

Carla

Inaie disse...

to doida pra ler o livro da mae chinesa...voce ja viu? ta fazendo o maior sucesso, e eu to babando por ele...

Carlos Medeiros disse...

Deixo um livro pra ler em casa. Outro, pra ler no trabalho, quando sobra uma brecha. E um outro, fino, pequeno, que carrego na bolsa, pra ler numa rua, numa praça, em alguma caminhada. O que carrego é justamente "Clarissa", que estou começando a reler, acho que pela terceira vez, num intervalo de uns 10 anos.

pensandoemfamilia disse...

Oi jussara

Adorei esta sua dica, pois como terapeuta de família , principalmente, lido com as questões sobre pais e filhos. Vou começar a indicar esta leitura, pois o ontem é o hoje e as pessoas não se dão conta da importância desta fase (infância) na vida.
Vou também ler.

Obs. Foi ótimo nosso encontro de blogueiras ontem, muito prazer em conhecê-la.
bjs
Bom domingo

Ivan disse...

Poxa vida, sempre quando sinto cheiro de giz de cera realmente tenho lembranças da infância... bela sacada! Saudades do teu blog!
Abraço

Cintia Branco disse...

Ju,

Lindo post, fiquei com vontade de ler. As lições básicas que vc apresentou ao final de post, dão para viver bem, com diplomacia, respeitando valores éticos e sendo solidário e digno. Fiquei curiosa em ver como ele trabalha tudo isso com contos... Bem legal!
Beijos e ótima semana

Misturação - Ana Karla disse...

Jussara, mais um que anoto para ler. Se não consigo numa biblioteca me presentearei.
Clarissa já está na minha lista.
Boa tarde de domingo!
Xerocas!

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

DICA ANOTADISSIMA PARA QDO ESTIVER NO BRASIL E COMPRAR UM EXEMPLAR! MIL BJS!

Monica™ disse...

Quando li lápis de cera, senti aquele cheirinho, me vi na mesinha no jardim de infância com mais 03 amiguinhos desenhando e os lápis espalhados na mesa, sem ter seus proprietários definidos. Beijo.