domingo, 17 de abril de 2011

Alerta: Big Brother é do mau!

1984, George Orwell

Eu li esse livro em 1972, como sei disso? A data está na dedicatória que meu padrinho fez quando me deu. Eu li e me incomodou muito e de lá pra cá muitas vezes ele volta na minha cabeça. O livro foi escrito entre 1947/48 e publicado em 1949, portanto é ficção cientifica, uma visão do que seria o longínquo ano de 1984. É um livro do pós-guerra, uma visão pessimista do futuro e um alerta contundente contra a tirania. Em 1984 o mundo está divido em três partes com influências distintas, o personagem mora na Oceania que constitui parte da Europa, as Américas e a Oceania, ele mora na cidade de Londres, uma Londres sombria que ainda é bombardeada.
Winston Smith é o protagonista, criado e educado dentro do sistema, trabalha no chamado Ministério da Verdade, se dedicando a “consertar” a história, o ano passado guerreávamos com a Eurásia, este ano é a Lestásia corrija-se todos os discursos e livros e exaltemos nosso atuais aliados, aliás como podem verificar nos livros e jornais eles “sempre” foram nossos aliados. Em algum momento ele começa a questionar aquilo tudo, usar um uniforme, não poder ter lápis e papel, só casar com quem o governo determina, o mundo que ele vive. Um mundo pautado pelo total igualitarismo e vigiado pelo Grande Irmão (Big Brother). Não há escapatória, em todos os locais estão câmeras de vigilância, inclusive dentro de casa. A câmera tanto vigia como comanda sua vida, levante-se, faça ginástica, coma isto ou aquilo, vá trabalhar, vá aos centros comunais, durma.  Seus questionamentos não passam despercebidos, ele acaba preso, sofrendo tortura e lavagem cerebral até que acaba se enquadrando. O Big Brother sempre vence!
Resolvi reler 1984 para o Desafio Literário, se ele me incomodou em 1972, em 2011 me deixou com medo e muito mais incomodada. As previsões, se assim podemos chamar, de Orwell já chegaram, estão por aí e ninguém está vendo. O que são câmaras em portarias, corredores, ruas, impressões digitais deixadas em portarias até de academias de ginástica, fotos que precisam ser tiradas em portarias de prédios públicos, entrar num computador e localizar alguém em uma rua do outro lado do mundo senão o Big Brother em ação? Tudo vê tudo vigia.  Padronização de tudo, coma isso, vista aquilo, seja belo, seja magro, seja feliz e todo mundo engolindo sem questionar. Você pensa assim ou assado, está errado! Não é politicamente correto. Vamos reduzir tudo ao mínimo denominador comum. Em 1984 se muda constantemente o dicionário, pois reduzindo o número de palavras se reduz o número de conceitos e assim se reduz o pensamento.
1984 ao ser escrito no fim da década de 40 era um manifesto contra os perigos de um governo totalitário, hoje é um alerta sobre o controle de um governo, grupo de pessoas ou religião na vida dos cidadãos do mundo e da crescente invasão aos direitos individuais de cada um de nós. Quando surgiu o reality show Big Brother eu fiquei totalmente chocada, o Grande Irmão é um dos vilões mais virulentos da literatura e mais chocada fiquei quando ninguém (pelo menos que eu tenha visto) sequer questionou o nome! A grande maioria que vê o programa sequer sabe por que tem esse nome!
Eu sou de uma geração que andava sem lenço e sem documento, paz e amor e acreditava acima de tudo em liberdade individual. Hoje tenho a impressão de viver em numa grande delegacia, constantemente sendo fichada; tire fotografia e terá acesso ao prédio, cadastre sua impressão de digital e terá acesso à academia e etc. Essa da impressão digital ser usada como senha é uma das coisas que mais me incomoda, pois ela é única, é minha e eu nasci e morrerei com ela, gostaria de ter o direito de não ter que sair distribuindo por aí! Sou antiquada e passarei o restos dos meus dias brigando contra o Big Brother, eu sei é uma luta vã, mas me dá prazer fazer discursos contra invasão ao meu corpo, meus pensamentos ou minha maneira de viver.
“De todas as doenças do espírito humano, a fúria de dominar é a mais terrível”. Voltaire

SOBRE O AUTOR
George Orwell (1903-1950) – pseudônimo de Eric Arthur Blair, escritor e jornalista inglês, publicou 1984 em 1949, meses antes de morrer, atualmente no Brasil é editado pela Companhia das Letras.

*Esta postagem faz parte do Desafio Literário 2011 se quiser conhecer minha lista completa entre aqui.

35 comentários:

M. disse...

Este li. E dele outros li:)

Fiquei com vontade de o reler. Tenho bem presente a sensação que me ficou da leitura. Depois, mais tarde, começai a cataloga-lo na secção ficção científica...E depois ainda apercebi-me que ele tinha toda a razão...E aqui estamos...

Cintia Branco disse...

Jussara,

Sou fascinada por esse livro, li na década de 90, na faculdade, para mim nunca foi ficção, mas uma crítica ao socialismo, história pura. Quando saiu o BB fiquei passada, lembro que falava nas aulas do cursinho em que dava aula e ninguém sabia do que se tratava, até a grande tela no centro da casa é a mesma. O que mais me choca não é a questão de ser vigiado e controlado, o que me incomoda mesmo é a releitura da história de acordo com os critérios econômicos, o que ocorre todos os dias conosco e ninguém percebe, Sadam Hussein é a prova, morta, de como a história é reescrita, sem contar outros quantos por aí.
Beijos e ótima semana

Teresinha Ferreira disse...

Olá,
Adorei te conhecer pessoalmente!!!!
É sempre bom conhecermos pessoas interessantes e inteligentes.
Já estou por aqui.
Muito bacana seu blog. Venho com mais calma para ler e reler. Cheguei quase agora de viagem. UFA!!! Cansada.rsrs.
Bjs mil

Lufe disse...

1964 é um dos livros que releio de vez em quando.
E como a você, cada vez que o releio ele me assusta mais com a semelhança com o nosso estagio atual.O Ministerio da Verdade esta aí! Vemos a historia ser recontada de maneira diferente e nos que estivemos presentes em determinadas situações chegamos até ao ponto de duvidar de nos mesmos: - Mas não foi isso que ocorreu, eu me lembro....será que me enganei?
As cameras, o patrulhamento, o politicamente correto, a Novilingua, assustam....

um beijo

palavrasdeumnovomundo disse...

Oi Jussara, estava lhe devendo uma visita me perdoe a demora...é a falta de tempo.
Já li do mesmo autor A revolução dos bichos e achei fantástico a co-relação que se faz com o sistema capitalista e suas consequências. Este que você cita ainda não li, já ouvi comentários sobre, mas com seu relato fiquei ansiosa pela leitura, valeu a dica.
Também me sinto invadida, com a vida sendo roubada aos poucos e são poucos os que se dão conta disso. Me faz lembrar o poema de Maiakovski:
Na primeira noite eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite,
já não se escondem,
pisam nas flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e,
conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada”.
(1893-1930)

Bjs.

Beth/Lilás disse...

Jussara!
Devo dizer-lhe que compactuo da mesma idéia e sensação que você diante deste tal BBB. Que coisa mais sem propósito, ridícula e que parece vai permanecer por muito tempo ainda neste país veronil. Acho que na Europa já era.
Também li George Orwell há tempos e desde a primeira vez que vi alguma coisa de BBB, percebi que tinha tudo a ver com o que este incrível escritor quis dizer no 1984.
Abaixo BBB!
um grande abraço carioca

Guará Matos disse...

Boa análise feita por ti. temos que ter direitos as nossas escolhas.

Bjs.

Glória Maria Vieira disse...

Nunca tinha parado pra me perguntar o porquê do nome mesmo, Juh. Caramba... Tenho que ler esse livro! =O

Borboletas nos Olhos disse...

A coisa mais aterradora que acho é quando mexem na língua. Meu grande pesadelo (que se materializa a cada dia que a diversidade se vai e restringimos o vocabulário aos "vc" e "blz". O filme também é bem intenso. Bj.

Adriana Alencar disse...

Sempre me perguntei o porquê do nome deste programa, que não gosto e nunca assisto, mas que, reconheço, tem grande audiência. Agora está explicado... Infelizmente, somos controlados de diversas maneiras; necessidades são implantadas em nossas mentes, nossa comida é pré-inspecionada (será) e a crença é liberdade apenas no papel, os espíritas que o digam, Acredito que os governos de grandes países já tem o destino social traçado e que nós apenas o cumprimos, tendo uma ilusão de vida..
Beijo
Adri

Apenas um lugar para ser ✿Lis disse...

Oi Jussara, eu adorei o seu post, adorei sua visão, e acho que vc está certa. O pior é que há uma perfeita harmonia entre agressividade e sutileza na forma como o mundo através da mídia nos impõe de tudo um pouco. Temos que ficar atentos, pois facilmente vamos sucumbindo a esse novo estilo de vida. Tirar a liberdade de um ser humano ser quem pode ser, quem deseja ser, quem nasceu pra ser é uma violência.

---

Obg pelo seu comentário, suas palavras me ajudaram, vou seguir em busca da minha realização dando os meus passos no meu ritmo. Acho q a melhor forma de agradar aqueles q me amam é sendo feliz em primeiro lugar.

Beijao e um otima semana!

Fatima Valéria disse...

Este livro sempre me impressionou, li há muitos anos atrás! O futuro de fato não estava tão distante como ele imaginava. Até hoje se não me falha a memória faço associações da "novilingua" (posso cometer um erro de grafia, já faz tempo) com a forma em que os jovens estão utulizando para se cominicar na net.
Concordo, ninguém se questiona de onde vem o nome "Big brother", uma pena não? Os questionamentos, a paixão pelo conhecimento estão cada vez mais escassos... lavagem cerebral?
É talvez o futuro já começou, sutilmente...aparentemente democrático.
Talvez. a coisa que mais me incomode ouvir seja: É assim, você tem que aceitar blá, blá, blá!!Pensamentos e atitudes controladas e todos vigiando todos, insisto que não é paranóia nem pessimismo, tem que ler o livro.
O bom é que ainda é possível, mas cada vez mais raro, encontrar espaços como este onde o ser humano ainda pensa, discute, opina e cria..
Abraços

Daniel Brazil disse...

O que é mais terrível é perceber que a "ameaça do socialismo totalitário" é o mais distante dos males previstos. A humanidade é - continua sendo - desigual.
Hoje quem tenta dominar nossas vidas são as grandes corporações, as redes "sociais", a indústria do supérfluo, o comércio do descartável.
Perfeita a citaçao do Voltaire!

Cinderela Descaída disse...

George Orwell é um dos escritores modernos que mais admiro. Li A Revolução dos Bichos quando adolescente e só fui ler 1984 no ano passado e o admirei ainda mais.
George Orwell lutou contra o fascismo na Guerra Civil Espanhola e lá se decepcionou com o comunismo russo - os russos abandonaram os comunistas espanhóis e se aliaram a Hitler. Quando ele escreveu este livro (1984) ele não via muita saída para o futuro: nazismo e comunismo? Um horror.
Recomendo também outros livros dele que foram editados no Brasil: Por Dentro da Baleia, coletânea de ensaios e crônicas e Homenagem à Catalunha, sobre a participação dele na Guerra Civil Espanhola.
Outra dica: um ensaio do Cristopher Hitchens associando 1984 à Admirável Mundo Novo do Huxley que, aliás, foi professor do Orwell. Este ensaio do Hitchens está em Amor, Pobreza e Guerra.
Jussara, que tal colocar Admirável Mundo Novo no Desafio Literário? Acho que, em muitos aspectos, o Huxley foi melhor em predizer o nosso futuro movido a sexo sem envolvimento e diversão a qualquer custo.
Bom, comentário muito longo. Desculpe!

Bruno Dezinho disse...

No ano passado eu li esse livro e o resenhei no meu blog também.
Como você disse, assusta, né? Da medo achar que existe uma conspiração, e, por mais neurótico que isso pareça, sabemos que é assim que funciona. Salvo a exageração do romance, não estamos vivendo uam situação muito diferente da descrita nas páginas do livro.
Medo de onde a sociedade irá parar, medo de para que o ser humano está sendo programado.

bRu.

Renata C., UMA EXPATRIADA (esposa, mae, mulher...) disse...

Esse eu li! Ufa! E tb foi ainda muito jovem que o fiz, e tb nunca o esqueci... e sei que esta~ tudo ai... ops! aqui...
;-(

Mil bjs!

Mônica disse...

Oi Ju, vim ti visitar, mas quando me deparei com sua resenha rs,rs,rs, ai não a li, parei.
Estou lendo este livro e devo fazer resenha dele para o Desafio 2011 também,e para não me influenciar com a sua, depois que eu fizer a minha eu volto pra ler, tá?
Beijos

A. Marcos disse...

Obra imperdível. Até hoje me pergunto se o evento de 11/9 e essa obra não estão correlacionadas...

yanne passos disse...

Querida Jussara

Eu vi o filme, antes de ler o livro, mas eu era muito novinha.... quado o vi e se não me engano, o protagonista era vivido pelo Richard Burton, lembro que tinha uma cena em que ele era ameaçado com ratos enormes, apavorante, tenho medo de poucos bichos, mas ratos me fazem desmaiar. Achei o filme angustiante e quando li o livro revivi todas as imagens do filme. O que me faz pensar sobre o que é melhor, ler o livro antes de ver o filme, ou o contrário. Muitas vezes acorre isso comigo, li Orgulho e Preconceito da Jane Austin antes de ver o filme e achei o livro infinitamente melhor que o filme.
Beijos e uma linda semana pra você.

Drixz disse...

Eu acho esse livro incrível. Como a ficção científica pode, aos poucos, deixar de ser ficção. Também não gosto dessa obcessão por controle apenas para ter uma falsa impressão de segurança. Para que a câmera e a foto se nunca tem um detector de metais? Eu li esse livro no segundo grau, depois reli na faculdade e dei de presente para o meu marido. Outro dia ele me chamou atenção de como vários desses filmes badalados de conspiração de hoje em dia não chegam aos pés de 1984, são cópias baratas.

Quanto ao programa, a primeira vez que passou, eu fiquei curiosa. Achei que ia ser algo mais inteligente, como o vilão do livro. Subestimei, entretanto o poder das idéias. Aqueles do programa, são tão controlados e alienados quanto os personagens do livro.

Cinderela Descaída disse...

Oi novamente!
Também não achei o teu email, que confusão!
Bom, aqui vai o meu: alexcunham@gmail.com
Bom dia!

Luana disse...

Jussara, e o fato de conseguirmos achar quase tudo no Google? Não adianta se você não tem blog/orkut/facebook/msn... Se alguém souber seu nome inteiro vai achar coisas suas no google. De vestibulares que você prestou a comentários que você fez em algum fórum. Lembro de um professor que eu tive que divulgava as notas dos alunos na rede, achava o cumulo da falta de privacidade.
Eu nao consegui terminar de ler esse livro... Eh angustiante demais! Ainda mais porque definitivamente nao eh mais uma ficcao!

beijos

Christine disse...

Oi Ju.
Nesse ultimo final de semana estava contando para meu marido sobre esse livro e, justamente, sobre o nome do tal programa. O que me deixa mais admirada é a cabeça de George Orwell. Caramba ele praticamente previu o futuro em 1940!!!!
realmente é uma mente brilhante e atual. E acredito que será assim ainda por muitas gerações.
Outro livro dentro desse contexto que me impressionou muito foi "Admirável mundo novo". Dê uma pesquisada, se é que ainda não leu! :)
Beijo

As Tertúlias... disse...

Jussara, amedrontante com certeza... vou rele-lo... Orwell... sua Animal Farm... li 1984 quando era muito jovem e nao acho que o entendi... vai ser interessante rele-lo e ter em mente que "os angulos" se atualizaram e que muitas coisas viraram realidade! Obrigado por "acordar-me" para Orwell de novo!
Beijo
Ricado

Monica™ disse...

Ótima reflexão. Beijo.

Anne disse...

Oi Jussara. Que livro interessante, pra dizer o mínimo. Fiquei interessada. E concordo com vc, é muito assustador isso tudo, deixar fotos e impressões nossas por aí, sermos vigiados o tempo todo...
E acho que, infelizmente, isso tudo tende a piorar. Era dos chips me amedronta...
Ótima resenha, como sempre!

PS.: o convite de vir a Belém e comer a fruta do pé está feito! Será muito bem recebida, rs

Beijos!

Negação de Irene disse...

Menina, o pior é que noccas vidas estão se encaminhando exatamente pra isso, pra essa realidade. Preparemo-nos.

Pandora disse...

Eu li esse livro na adolescencia, junto com A idade da Razão, Admiravel Mundo Novo, O estrangeiro e A metamorfose por indicação de um professor e bem nessa ordem, quase piro, tudo que esses loucos diziam parecia muito atual a meus olhos, comecei a ver o mundo de outra forma, quase virei ateia e me bandiei para o lado da História definitivamente. É impressionante como tudo que esses cabras dizem fazem muito sentido, como nossa sociedade caminha por rotas estranhas, como é fácil achar todo mundo, como estamos mapeados, controlados, sufocados em um mundo tão normalizado e vigiado que é muito fácil punir os dissidentes de muitas formas diferentes e depois o povo me pergunta pq eu tenho uma queda por Fourcault!

Vivi disse...

Assino embaixo em sua defesa à liberdade de ser, ir e vir sem olhos reguladores e controladores a exigir e retirar de mim a minha consciência. Ótima resenha!

Bjs

Christopher disse...

Oi Jussara!

Em primeiro lugar, parabéns pelo texto!

Gostei muito da sua resenha e acho pertubardor constatar/perceber que muitas das "previsões" do autor estão aí para quem quiser/puder ver/perceber.

Gostaria de recomendar o podcast Nerdcast 229 - Duplipensamentos sobre 1984: http://www.jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-229-duplipensamentos-sobre-1984/ com alguns trechos narrados pelo dublador/diretor de dublagem Guilherme Briggs em um audiodrama fantástico. Depois ouça os comentários sobre esse programa no episódio posterior.

Foi nesse programa que descobri que George Orwell nasceu na Índia...

Um abraço!

P.S.: Big Brother Is Watching You

Mayara disse...

Oi Jussara, muito obrigada pela indiciação do post, adorei!
Com realação ao 1984, acho incrível, li várias vezes ao longo da adolescência e acabei o relacionado com o Admirável Mundo Novo, do Huxley, que também é maravilhoso.
Acho que está na hora de relê-lo pra lembrar dos detalhes!

Um abraço e bom fim de semana

Leonel disse...

Jussara, obrigado por sua visita a'O ASTERÓIDE.
Eu já li e possuo o livro.
Fiquei entusiasmado quando surgiu o filme e o assisti no cinema.
E achei o filme bastante fiel ao livro.
Abraços!

Atitude do pensar disse...

É um dos meus livros prediletos. Quando associado ao Admirável mundo novo de Aldous Huxley, ainda prefiro 1984.

Pentacúspide disse...

A primeira vez que li 1984, foi como se durante as suas páginas andasse a carregar fardos, não consegui largar o livro até chegar na última e ainda revirei o livro para ver se não tinha páginas econdidas. Senti-me tão esmagado pelo azedume e pela descrença do autor numa sociedade melhor, porque a forma profético como ele escreveu não deixava dúvidas de que tinha razão. Da segunda vez que li o livro, anos mais tarde, embora já soubesse do que estava à espera, voltei a sentir-me esmagado. Depois vi o filme, e novamente o esmagamento. George Orwell é um dos meus autores de sempre e conseguiu sempre deixar-me satisfeito nos quatro títulos dele, e uma das coisas que aprendi dele é que a humanidade não anda bem, mas se não podemos viver com ela, nem podemos sem ela.

Um espaço pra chamar de meu disse...

Adorei!! Fiquei bem assustada só em ver o filme, que como bem recomendou o professor "tem que ser o de 1956" a versão de Hollywood não é legal!!
Somos vigiados, controlados e achamos que é "para sua proteção" (música da Plebe Rude)... Obrigada pela dica da resenha!!!